SáBADO 24.JAN..2026

Alelos Letais: Os Genes que Matam

Visão Geral

Os alelos letais são variantes de genes que, quando presentes em homozigose, causam a morte do organismo ou reduzem significativamente a sua capacidade de sobrevivência.

Resumo

Esses alelos podem ser recessivos ou dominantes e geralmente são raros em populações naturais.

Um exemplo de alelo letal recessivo em humanos é o alelo responsável pela doença de Tay-Sachs.

Essa doença é causada pela falta de uma enzima chamada hexosaminidase A, que leva ao acúmulo de uma substância tóxica no cérebro.

Indivíduos heterozigotos para a doença são normais, mas indivíduos homozigotos para o alelo letal recessivo desenvolvem a doença e geralmente morrem na primeira infância.

Outro exemplo de alelo letal é o alelo letal dominante em plantas conhecido como alelo tassel-less (tal) em milho. Esse alelo impede o desenvolvimento do pendão de flores da planta, o que reduz drasticamente a produção de sementes.

O alelo é letal em homozigose, o que significa que indivíduos que herdam duas cópias do alelo não sobrevivem.

O estudo de alelos letais é importante para entender a genética da sobrevivência de organismos e pode ser útil na identificação de genes envolvidos em doenças genéticas.

Além disso, a presença de alelos letais em populações pode ter implicações para a conservação de espécies e programas de melhoramento genético.

Nota & Anota

Um exemplo prático de aplicação do conhecimento sobre alelos letais é a seleção de indivíduos em programas de melhoramento genético de plantas e animais.

É importante evitar o acúmulo de alelos letais em populações de plantas e animais utilizados para produção de alimentos, para evitar a redução da produtividade e a mortalidade precoce.

Também é importante identificar alelos letais em populações de espécies ameaçadas de extinção, para evitar a perda de diversidade genética e a morte prematura de indivíduos que poderiam contribuir para a recuperação da espécie.

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