QUARTA-FEIRA 25.MAR..2026

Epistasia Dominante

Visão Geral

A epistasia dominante é um tipo de interação gênica em que um alelo dominante de um gene mascara completamente a expressão fenotípica de outro gene.

Resumo

Nesse caso, a presença de um único alelo dominante é suficiente para inibir a expressão do outro gene. Isso significa que um alelo dominante em um gene “epistático” impede que os alelos de outro gene “hipostático” sejam expressos.

O estudo da epistasia dominante é importante para compreender como um alelo dominante em um gene pode afetar a expressão de outros genes e influenciar a ocorrência de determinados fenótipos.

Essa interação gênica desafia a visão simplista da herança mendeliana, permitindo uma compreensão mais abrangente das interações genéticas e suas consequências na expressão fenotípica.

Além disso, compreender a epistasia dominante é fundamental em áreas como genética médica, seleção artificial e melhoramento genético de plantas e animais.

Nota & Anota

Um exemplo de epistasia dominante é observado na cor dos pelos de cães Labrador Retriever. A cor do pelo nessa raça é determinada por dois genes: o gene B, responsável pela produção de pigmento preto, e o gene E, que controla a deposição de pigmento.

O gene B possui dois alelos: B, que produz o pigmento preto, e b, que não produz pigmento. O gene E também possui dois alelos: E, que permite a deposição normal de pigmento, e e, que impede a deposição de pigmento.

No entanto, o alelo E é epistático ao alelo B. Isso significa que, se um cão possui pelo menos um alelo E dominante (EE ou Ee), a produção de pigmento preto é inibida, independentemente do genótipo do gene B.

Assim, mesmo que o cão possua o alelo B para produzir o pigmento preto, se o gene E tiver pelo menos um alelo E dominante, o cão terá a cor amarela do pelo.

Esse exemplo ilustra como a epistasia dominante pode influenciar a expressão fenotípica dos genes e resultar em características específicas observadas em certas raças de cães.

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