O Experimento de Morgan e o Linkage
Visão Geral
O Experimento de Morgan, conduzido pelo geneticista Thomas Hunt Morgan no início do século XX, foi fundamental para confirmar a teoria cromossômica da herança.
Resumo
Morgan estudou as moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster) e observou certos padrões de herança que desafiavam a teoria mendeliana clássica. Ele percebeu que certos traços herdados não se segregavam independentemente como previsto por Mendel, mas sim estavam ligados entre si em um mesmo cromossomo. Essa descoberta levou à compreensão do conceito de linkage.
O estudo do Experimento de Morgan e do linkage é importante para compreender a genética e os padrões de herança de características.
Ele nos ajudou a entender que genes localizados próximos em um mesmo cromossomo têm maior probabilidade de serem transmitidos juntos devido à baixa taxa de recombinação genética entre eles.
Esse conceito é fundamental para a construção de mapas genéticos, que mapeiam a posição relativa dos genes em um cromossomo e auxiliam em estudos de ligação de doenças genéticas, por exemplo.
Nota & Anota
Um exemplo prático do conceito de linkage pode ser observado em doenças genéticas ligadas ao cromossomo X, como a hemofilia.
A hemofilia é uma doença de coagulação do sangue que é mais comumente transmitida de mães portadoras para filhos do sexo masculino. Isso ocorre porque o gene responsável pela hemofilia está localizado no cromossomo X.
Como os homens têm apenas um cromossomo X, se eles herdarem o gene defeituoso, eles serão afetados pela doença.
Por outro lado, as mulheres têm dois cromossomos X e, geralmente, precisam herdar o gene defeituoso de ambos os pais para desenvolver a doença. Esse exemplo prático ilustra como o conceito de linkage está relacionado à transmissão de características específicas através dos cromossomos.